O Exterminador do Futuro: a Salvação

Eu gostei.
É certo que há exageros e cenas não só inverossímeis como infantis, mas não atrapalham a proposta do filme, por um simples fato. Quando se vai, sei lá, a um show de pagode, por exemplo, sabe-se que a música será pagode e nenhuma outra. Ou ainda se o programa é um espetáculo de humor, é certo que escutaremos muitas histórias curtas sobre sogras, papagaios e políticos e nem poderia ser diferente. Pois no Exterminador do Futuro tem de tudo: cenas de ação, tiroteios, perseguições terrestres e aéreas, lutas e muita explosão. Quando fui ao cinema, sabia que era exatamente isso que iria ver. E vi. Só faltou aparecer uma luta de pirata em um convés de madeira sob a bandeira negra.
Brincadeiras à parte, o longa é riquíssimo em efeitos especiais. É verdade que os closes em John Connor( Christian Bale - Batman Cavaleiro das Trevas e Begins), nosso destemido herói, cansam um pouco, mas as tomadas cheias de adrenalina superam isso. Os exageros ficam restritos a cenas como (prometo contar só essa) uma em que o metade homem / metade robô foge com a mocinha sob um tiroteio intenso, mas intenso mesmo, tiros de todos os lados, inclusive o de cima, de helicópteros, sobre um campo minado sem serem atingidos. As rajadas de metralhadoras passam ao lado dos dois por diversas vezes sem acertá-los. Pois eles chegam até um lugar protegido e, como um teste, o homem expõe a mão, assim, centímetros além do muro e, mesmo no escuro, pimba! Uma bala atravessa a palma fazendo um enorme buraco. Ainda bem que o órgão era robotizado. Mas, na mesma hora, pensei onde estaria aquele atirador segundos antes, quando os fugitivos estavam "desfilando" sobre as minas terrestres? No cafezinho? Passando um fax?
A participação do eterno Exterminador Arnold Schwarzenegger (governador republicano da Califórnia) foi de extremo bom gosto e, creio, uma justa homenagem. É certo, acredito que como político ele seja um ator mediano, mas isso é outra história.
Os efeitos sonoros são de concorrer - e ganhar - oscar. A ambientação em 2018 é muito bem feita e nenhum dos atores principais comprometem. Resumindo. Se quiserem ver um autêntico filme de aventura, com direito a gente voando junto com as explosões, sem dúvida é uma boa opção.
Um último detalhe: o final. Como prometi, claro, não vou contar, mas só ele já vale o ingresso. Para tanto, é preciso lembrar o tipo de filme que está na telona, mas, fiquem tranquilos, depois de toda a ação é impossível esquecer.
Interessante. O começo e o fim são excepcionais e o meio do filme médio. Somem isso aos duzentos milhões de verdinhas para pouco mais de duas horas e teremos um resultado que torna obrigatória a ida ao cinema, para quem gosta da Sétima Arte.
Então, bom filme, como diria bom pagode ou bons risos, nos outros casos.


7 comentários:

Denise disse...

Olha, até é legalzinho, mas fiquei com saudade do velho e bom Arnold e da sensação de estar vendo alguma coisa que mudou a história do cinema. É um filme morno.

Ricardo Valente disse...

Não iria nem que me pagassem... e agora? Beto, tu é foda!

Silvares disse...

Beto, assino por baixo mesmo sem ter (ainda) visto o filme. O 1º Exterminador Implacável é um clássico! Os seguintes vão perdendo intensidade narrativa mas ganham em efeitos especiais. É isso mesmo, quem vai não pode entrar enganado e, se vai, decerto vai gostar. Ha, pormenorzinho, o velho Terminator é governador da Califórnia (não é?). Não tenho a certeza...

Beto Canales disse...

Poxa, Silvares. Obrigado pela correção. Vou arrumar. Passei "batido" como se diz por aqui.
Desculpa o erro.

Silvares disse...

Tás desculpado. Assim como assim também eu fui corrigido no meu post de hoje. "Errare humanum est", como dizem os gajos que falam latinório!
.-D

Luiz Calcagno disse...

O 1 e o 2 são tão bons, e o 3 é tão ximfrim, que ainda não tomei coragem de ver o 4. Você viu o É apenas o Fim? Parece valer a pena.

Abraços

Felipe Lima disse...

Por falar em filmes de ação, fiquei esperando seu comentário sobre o novo Star Trek. Mas não veio. Não gosta do universo do Rodenberry? Eu, que nunca fui trekker, nem fã de filmes de ficção científica, achei espetacular. E humano, o que é melhor. Grande abraço, Canales.