A burrice do combate ao racismo

(asdfg, asdfg, asdfg… çlkjh, çlkjh, çlkjh… Pronto. Vamos lá!)


Existem alguns publicitários burros. Existem algumas pessoas que contratam publicitários burros que são burras. E existem empresas de telecomunicações burras que exibem gratuitamente criações burras feita pelos publicitários burros contratados por executivos burros.
Desculpem o parágrafo terrível e repetitivo aí acima, mas, ele foi feito propositalmente assim para marcar a idiotice que impera no combate ao racismo. Refiro-me a frase exposta em campos de futebol, principalmente, que diz o seguinte: Somos Iguais. Com a primeira palavra em preto ao fundo branco e a segunda branca ao fundo preto.

À direita (e ainda o senador Paulo Paim)


Tenho medo de vocês.
Algo que sobrevive há décadas sem um arranhão sequer, ou melhor, com vários arranhões, mas sem nenhuma enfermidade capaz de causar algum abalo considerável. Estratégias que não mudam e continuam eficientes há várias gerações. Um crescimento admirável, mesmo que sob vários mantos. Uma infindável relação íntima e perniciosa com o poder. O ainda em uso discurso básico e as técnicas de confronto imutáveis. Todos esses itens causam-me espanto. E não somente isso: causam-me medo. Muito medo!

Caixinhas, Panos de Prato e o Casamento

Tudo o que eu queria era uma caixinha, pequena, simples, onde pudesse colocar as pilhas usadas antes de descartá-las em algum lugar seguro que receba esse lixo perigosíssimo.  Além disso, saberia quais seriam as usadas (as que estariam dentro da caixinha) e teria um livre e feliz acesso às novas, deixando todos os controles remotos felizes e ativos.
Mas, quase todos sabem, ou melhor, todos os que já não são solteiros, o casamento não é algo simples. Ter direito a usar uma caixinha não é uma barbada como peidar deitado. Mesmo que seja para o bem da família e da humanidade, existem certas normas e impeditivos que tornam o meu desejo quase inalcançável.

Volta às cavernas

Choveu e ventou. O galho de um coqueiro (e coqueiro tem galho?) caiu sobre o fio da net que se rompeu deixando-me sem tv e sem internet. Isso foi há 72 hs. Como a eficiência dessa conceituada empresa é única no mundo, o fio será consertado somente amanhã, quatro dias depois do ocorrido. (Isso mesmo, 96 hs para remendar um fio). Resultado: quatro imensos dias nas trevas.
Após muita luta consegui sinal no meu celular e postei algumas gracinhas no feicibuque, tipo "à noite terei que participar de um ritual que os antigos chamavam de conversar" e que meu casamento com a olhos verdes estava sendo colocado à prova (Como se isso não acontecesse todo dia...)

Intocáveis

Existem duas reações básicas e distintas quando gosto muito de um filme: ou saio do cinema com muita vontade de falar sobre cinema, ou, acreditem, saio com vontade de falar sobre temas menos telúricos, mais, digamos, abstratos.
Pois ao assistir o excepcional Intocáveis, para não perder o trocadilho, uma irretocável produção francesa, saí do cinema com vontade de fazer as duas coisas. Isso foi inédito em minha história cinéfila. Minha vontade era falar sobre a montagem simples e eficiente, dos atores, os dois principais, dignos de um oscar cada um, da bela Paris, muito bem retratada na fotografia de muita qualidade, mas, era também de dissertar sobre como o riso é fácil quando acontece em cima do drama, e, ao mesmo tempo, como o choro é solto quando drama não perde o  humor. Resumindo - algo impossível - em uma frase somente, eu diria, sem medo, que é uma comédia onde se ri dezenas de vezes e chora-se outras tantas.
O filme consegue unir riso e choro quase que em uma coisa só. Consegue fazer uma crítica ferrenha, mas ao mesmo tempo sutil, à arte, desde a clássica até a moderna. Consegue unir o rico com o pobre e mostrar a dependência recíproca, o útil ao obsoleto, o preto com o branco, a paz com o conflito, enfim, consegue uma junção de coisas diferentes e muitas vezes antagônicas, dentro e fora da tela.

Para o ego

A Vida Que Não Vivi foi lançado em 2009. Mesmo depois de tanto tempo, sem mídia, sem publicidade alguma, ainda rende bons momentos, como o que tive quando o bom e velho google me avisou de uma pequena resenha escrita em um blog, internet afora: