Direita, esquerda: volver!

Vivi política muitos anos da minha vida. Respirava, gritava, bradava, amava política. Claro que vou dizer: bons tempos aqueles. Escrevi para candidatos, assessorei pretendentes, fui sindicalista, participava de corpo e alma de todas eleições, fazia piquetes, bandeiraços, greves, criava panfletos, o diabo. Digo isso para alicerçar minha opinião: não existe oposição neste país. Nesses anos todos eu nunca vi nada parecido com a apatia destes senhores. O próprio governo faz mais oposição do que os nobres excelentíssimos deputados do PSDB e PP (Arena, PFL - tudo a mesma coisa). Dia desses, por exemplo, o (argh) Guido Margarina, ministro da Fazenda, pediu (este é o termo) que os bancos emprestem mais dinheiro. Ora, por que o senhor Guido Requeijão não manda que os seus bancos (CEF, BB, etc) façam isso? Mais. O nobre produtor de boas cachaças, senhor vice Alencar, há anos reclama dos juros altos. Alguém poderia lembrá-lo que ele é governo? Por que o senhor José Alambique não manda seu ministro da fazenda, o Guido Creme de Leite, a baixar os juros em conjunto com o banqueiro do BC? Ou ainda, por que não baixa os juros em seus bancos fazendo que os outros sigam o mesmo caminho? Eles mesmo reclamam mais do governo que a própria oposição, que fica buscando carguinho aqui, ali e tentanto aparecer na TV Câmara. Os digníssimos do PMDB, sempre governo, são os melhores. Falam de si próprios, todos se ofendem mas concordam, e absolutamente ninguém abandona a mamata, ops, o partido. Eles fazem parte. O nome já diz isso. Ou seja, compactuam. Cambada.
Bem, isso tudo para falar de sucessão.
Lembram de uma propaganda da cerveja Antarctica em que a Daniela Mercury dançava ao sons de tambores, creio que do Olodum, no terraço de um prédio em Nova Iorque? (tenho certeza que os homens lembrarão). Pois o sempre genial LFV disse que cada vez que via a propaganda tinha vontade de comer a Daniela. Aproveito a historinha para falar sobre nossa futura presidenta, que mais uma ou duas cirurgias, corre o risco de ninguém mais ter vontade de votar nela, e sim de comê-la, não literalmente, claro. Nossos canibais resumem-se a uma pequena tribo na amazônia. (Seria a primeira vez que o povo faria isso em um governante, pois sempre é o contrário). Brincadeirinha. Quer saber? Dinheiro posto fora. Não que a eu-candidata?-bem-capaz-onde-corto-a-fita? não mereça uma ajudinha do bisturi, mas se o Inácio, sabe, colocar para disputar a eleição um jegue, ele ganha. E com folga. Falo dos dois, do Jegue e do Inácio, sabe. Todos ganham. Que maravilha.
Isso é incrível. Ganham e não por seus méritos, ainda que os tenham, mas pela incapacidade da oposição.
Eu não tenho simpatia alguma por Borhausens, Napoleões, Bolssonaros ou donos de castelinhos esquecidos por aí. Vou mais longe. Odeio esta gente. Mas queria que eles melhorassem e falo sério. Todo governo precisa de oposição. Um governo sem ela é um perigo para qualquer país. Basta pensar que ele é formado por um grupo imenso de pessoas. Imaginem elas sem controle, fiscalização, enfim, sem contrários. O poder absoluto da forma mais cruel e possivelmente irreversível. Este é o risco que corremos. Faço um apelo para a oposição: se oponha e ajude o país. Claro, se já ajudaram os familiares e amigos, mas isso tenho certeza que já aconteceu. Uma boa oposição, saudável, consciente, sequer precisa ganhar uma eleição. Sendo ela boa, o governo terá que ser também. Isso está fazendo falta.
Brasil, ame-o ou não.
Preciso arrumar o vídeo da Daniela. E tomar cerveja.
Política "no más".

O Contrário do Avesso do Inverso


Não quero ser alarmista mas, salve-se quem puder - e poucos poderão -, está tudo errado. Alguns simples exemplos: qual a melhor parte do ano, a que estamos em férias ou no trabalho? Pois a resposta é, sem dúvida, férias. Agora o detalhe. Elas duram 20 dias, no máximo trinta. O resto é batente. Na semana, qual o melhor? Sábado e domingo, claro. A imensa maioria, os outros cinco dias, prefiro nem entrar nos detalhes. Salada de frutas com sorvete. Toda ela é boa, mas aquele finalzinho, aquele caldo esbranquiçado do final, hummm.... Picanha. Tem parte melhor que aquela pontinha, o triângulo equilátero do sabor? Tem não.

Existem ainda inúmeros outros casos para descrever, mas não vale a pena. Até por que eles se dividem em apenas dois tipos. Somente um par, não importando a quantidade.

Notaram a diferença? É simples: uma parte depende de nós e a outra não. Aquele líquido na salada de fruta só se forma quando ela chega ao final. Não existe como produzir aquilo diretamente. No outro caso, o triângulo perfeito é resultado de anos (não muitos) de pasto e também não depende de nossa intervenção. Porém, e aí que a "cosaficaosca", o resto somos nós mesmos que fizemos. Trabalhamos 5 ou 6 dias em cada sete por que instituímos isso. O mesmo para cada 11 meses de trabalho e um de folga. Nós criamos e cobramos este absurdo. Em troca de convivermos mais com a família ou amigos, ao invés de mais leitura, arte e lazer, trabalho. Por sinal, quem inventou o trabalho não tinha nada mesmo para fazer.

Evidente que não tenho nada contra, assim, frontalmente, mas, pôxa, um pouco de bom senso e consumiríamos mais, passearíamos mais, gastaríamos mais e, se não trabalhássemos tanto, teríamos mais empregos e por aí afora.

Parece brincadeira, mas a indústria moderna produz tanto em tão pouco tempo que satura o mercado. Aí, o desemprego e começa o efeito dominó. Só que as consequências de um desempregado em casa são catastróficas. O sujeito não consome e com razão. A mesma pessoa na mesma casa porém empregado, a conversa seria outra. Ele não só compraria o que a indústria produz, como movimentaria toda a cadeia de serviços e tudo mais. Trabalhamos tanto que quase não temos tempo para gastar.

Falo isso pela crise. Essa maldita e invisível peste que assola nossos empregos/escravos. Ruim com eles, pior sem. Pensem, não seria uma alternativa? Na salada de frutas e na picanha não podemos mexer. Mas aquilo que nós mesmo inventamos, não estaria na hora de rever?

Mudanças não são o forte da humanidade, pelo menos as pensadas. Vou fazer um churrasco só de pontinha de picanha e sobremesa de salada de frutas e dar para alguém comer até deixar só o restinho. Fiquei de mau humor.

Acho que viajei. Texto chato desde o começo até o fim. Nada de bom, nem no final. Mas posso mudar isso, sem medo.

Ãhn. estou com saudade da Maitê. Vou ligar para ela.

O Lutador


A rigor, a única saída para não envelhecer é a morte.

Escrevi um conto chamado Senectude onde tentei falar sobre isso. Na verdade, já escrevi inúmeros textos a respeito. Este é um tema explosivo principalmente para quando não se tem mais 20 anos, mas o que me leva a insistir nele não é propriamente o tema, e sim as sequelas impostas pelo tempo. Cabe a nós decidirmos se iremos ou não ficar velhos? É pertinente não aceitarmos as limitações óbvias que chegam junto com a experiência? Enfim, o que fazer quando começamos a ficar decreptos? Aceitar? Creio que especular qualquer resposta seja uma incongruência.

Pois em O Lutador, um fantástico filme de Aronofsky, com custo estimado em modestos sete milhões de dólares, estrelado por Mickey Rourke no papel de Randy o Carneiro Robinson (sou admirador do trabalho deste boxeador/ator desde o Selvagem da Motocicleta, e já ouvi muita crítica por isso), não tem essa pretensão. Com o estilo câmera na mão em boa parte dos 115 minutos, em algumas cenas literalmente ela tem que sair da frente do protagonista, sem aquelas tremidas que chegam a nausear e uma trilha sonora generosamente formada, o longa consegue com um argumento bastante comum simplesmente contar uma história e agradar muito. Apesar do lutador em fim de carreira, da prostituta boazinha - com excelente atuação de Marisa Tomei - do abandono da filha revoltada, com toda razão, o filme traz o novo e torna-se surpreendente. Aliado a isso, uma interpretação impecável, comovente, verdadeira e genuína de Rourke, que não ganhará o oscar, a fotografia de cores esmorecidas, que deixa o brilho somente para o que deve cintilar, e também a audaciosa direção de Aronofsky faz dele um dos melhores filmes que já assisti e entra para minha seleta lista dos três melhores, tirando o lugar do Império do Sol e fazendo companhia para Pulp Fiction e Inconscientes. Enfim.

Um detalhe: quando Rourke começa a trabalhar em um balcão de frios de um supermercado e no seu primeiro dia, depois de colocar o crachá e a touca, caminha por corredores estreitos para começar o atendimento é, sem dúvida, uma das melhores cenas que o cinema mundial produziu, com um efeito sonoro perfeito. Só ela já vale o filme todo. Chega. Não vou contar mais nada. Ao cinema!

A propósito, Carneiro escolhe não envelhecer.

Futebol, idade e ingratidão


Eu consegui. Estava jogando futebol com meu menino - uma aula, praticamente - quando dei com o calcanhar do pé esquerdo na canela da perna direita e caí com violência no chão. Gritei por falta, penalte, expulsão, cadeia e ouvi a verdade. "Pai, tu caiu sozinho!" Olhei para os lados, todos eles, uma, duas vezes e lembrei que só nós dois jogávamos. Argumentei que foi a bola e de novo ela, a malvada verdade: "A bola tá comigo". Pronto. Anos e anos de leituras e análise por água abaixo. Tem coisas que jamais deveriam ser ditas, cochichadas, sequer imaginadas.
Aproveitei que estava no chão e comecei a procurar minha auto-estima e nada. Infelizmente minha visão não é de raio x (raio-x). Não enxergo o sub-solo, subsolo (putz, não sei a regra dos hífens) e, descubro agora, nem mais escrever direito.
Sempre pensei que deixava meu menino ganhar no futebol. Sabe que a coisa mudou? Ando desconfiado que ele é que está deixando agora. Notícia estranha para ser recebida no chão, com dor no calcanhar e na canela, a procura de auto-estima. Autoestima? Enfim, a procura daquilo.
Eu pensei que nada poderia ser pior. Ingenuidade minha. Ouvi - para que tantos sentidos, afinal? - risos. Isso mesmo, sei o que vocês estão pensando, mas o menino, deserdado e de castigo até completar a maioridade, riu. Claro que ninguém faria uma maldade destas, exceto o próprio filho. Levantei. Reuni minhas últimas forças e dignidade e me ergui como um urso faria. Urso mesmo, grandão, pesado e todo desengonçado. Não ia deixar barato. Suportei toda a dor, psicológica e física. Lembrei do Freud, do Jung e do Lacan (dia desses uma amiga referiu-se a ele como bichona) e senti orgulho e capacidade para a batalha. Reorganizei meus sentimentos. Raiva. Vitória. Isso que eu queria, precisava. Lembrei do Iodex, Fumentol, Doril. Enfrentei a bárbara dor e fui ao jogo.

Sinceramente, gosto de épicos. E assim foi. Uma batalha sem precedentes e com somente um vitorioso (dois pontos): Eu, euzinho mesmo. Machucado e tudo. A vitória do bem conta o mal.

Quando terminou ele abraçou-me com ternura e passou a mão na minha cabeça. Foi o reconhecimento, o parabéns. Ou...

Não acredito! Ele deixou eu ganhar? Um guri que nem mesada tem mais, como vai achar onde morar? Desnaturado! Com aquele falso abraço pensa o que? Que me cativa? No próximo jogo, daqui há alguns meses, quando minhas lesões melhorarem, ele vai ver o que é um craque... Me aguarde, se tiver coragem.

A canela está roxa e o calcanhar dói como estivesse aberto. Caí para a frente e arranhou os cotovelos. A vida não é fácil.

Mas é boa.




Razões para manter-se vivo

Fiquei "viajandão" e imaginei motivos que fariam uma pessoa inteligente manter-se viva. Claro que, até para serem pertinentes, essa pessoa estaria pensando o contrário e, difícil dizer, com razões plausíveis para tanto.


A primeira imagem que veio à cabeça foi do mar. Exato e lindo como só ele. Verde em alguns lugares, azul em outros e até marrom, não interessa, ele é sempre bonito. E essencial. Certamente uma boa razão, mas não vou falar dele. Nem de coisas mais óbvias, como filhos. Creio que não existe nada mais sublime. Olhar a expressão de um filho achando que a maior trapalhada que possamos fazer é coisa de herói, é magnífico. Não vou falar também do riso, ou mesmo das coisas engraçadas, como a famosa placa que nunca esqueço que dizia "Banheiro exclusivo para clientes e não clientes" ou outra ainda "O proprietário informa que o bar não está aberto por que está fechado". Não falarei também do choro, daquele pranto de saudade, ou mesmo as lágrimas gratuitas em um filme bobo na hora do beijo na boca. Ou as de emoção, ao ver aquele mesmo filho lá de cima ter dado seu primeiro sorriso. Ou ainda de orgulho de uma amizade que não sucumbe ao tempo, a distância, as dificuldades, a nada. Melhor nem lembrar das artes, dos grandes autores e seus romances inesquecíveis, ou pintores que conseguem representar melhor que a própria imagem real. Nem do cinema com seu mundo à parte, e seus heróis invencíveis e histórias fantásticas. Nem das palavras, essas mesmos tão poderosas que podemos usar, manipular, multiplicar e contar o que quisermos; nem dos amores perdidos, achados, arrependidos, sofridos e até frustrados. Todos amores. Muito menos da brisa, acariciando nossa face como seda sem interesse algum, ou dos sabores, exóticos em sentimentos, desafiando nossos sentidos; nem das flores, das orquídeas em especial com suas inexplicáveis formas; nem do inexplicável mesmo, do impossível que acontece, do improvável morando ali, em qualquer esquina.


É possível estender por páginas sem fim razões que não falarei, mas paro por aqui.


Na hora que este post for publicado, provavelmente eu esteja em preparação para encarar uma praia, depois cervejas e peixe frito, afinal, estou de férias. Mais e mais motivos que poderia, mas não vou usar. Sabem por quê? A resposta é simples. Um só já é suficiente. Qualquer deles basta para que fiquemos vivos. Somente pensar o contrário conspira contra o bom senso e, já que somente um basta, aí está o eleito para representar a turminha toda: "Moonlight" . Escute e desista, se for capaz.

Até o Carnaval.




O curioso caso de Benjamin Button


Um amigo disse a seguinte frase, de sopetão, sem rodeios: "se falar mal do Benjamin no teu blog dou um laço no teu filho, já que contigo não posso". Tem juízo.
Fui ao cinema. Iria de qualquer maneira por causa das treze indicações. Na verdade, iria sem indicação alguma. Mas, depois da frase, fui correndo e curioso. Pois lá no escurinho sedutor, lembrei do conto em que ele foi baseado, dos 150 milhões de dólares gastos e da ameaça. Começa o bem feito filme e o tempo parece não ser a tônica. A fotografia é lindíssima e a atuação do feioso do Brad Pitt é excelente. Na verdade, todo o elenco tem bom desempenho. A linha temporal do é feita de maneira inteligente e fácil. Isso deu um charme especial à obra, até por ser um detalhe essencial para a boa compreensão. Outro destaque é a maquiagem. Primeiríssima qualidade, como a ambientação de época. O longa é, sem dúvida, bem feito. Muito bem feito. Algo estranho, porém, aconteceu comigo. Acostumado a chorar inclusive ao ouvir uma música bela, fui preparado para o pranto e nada. Sacanagem, só dei uma choradinha muito da "muquirana". Parecia mais um cisco no olho, algo que sempre acontecia comigo quando era criança.
Teclando com uma amiga, literalmente professora de cinema, a Biba (Carpe Diem), ponderei que talvez fosse um filme que tocasse mais as mulheres, já que no cinema eram suspiros durante o filme - imagino a razão - e pranto no final, principalmente na ala feminina. E eu ali, durão, impávido, somente com o cisco incomodando. Isto é curioso. Me senti um robô.
Até pelas 13 indicações ao oscar, evidente que é um bom filme. Mas nem de longe entraria na minha lista dos dez melhores (aquela que só entra e nunca sai nenhum) e muito menos na de três (para entrar um, sai outro).
Não vou dizer que não gostei e nem que - ainda não vi os outros - não deva ganhar o oscar. Mas só não falarei isso para que meu menino não corra riscos. E também por que não sou bobo de contrariar professora no começo do ano.
Beto Wall-B, o robô, implacável, sem coração, sem lágrimas, mas com noção do perigo.

Novas palavras

Aprendi duas palavras novas. Lembrei do famoso "vivendo e aprendendo". Não gosto muito de frases prontas, mas, afinal, gosto não se discute, já dizia uma velhinha comendo ranho. Putz, deve ter um gosto horrível, não vou discutir mesmo. Bem, voltando as palavras. Elas são simples e profundas. A primeira é carai. É quase uma exclamação. O sujeito vai caminhando pela rua e tropeça. "Carai, quase caí". Ou ouve uma estória triste de um amigo e diz "Carai!", pronto. Escutou e essa é a reação. Ela define tudo. Espanto, tristeza, condolência, o que se quiser, na verdade. Dependendo da entonação, pode mudar o significado. O cara conta a maior história, dessas que são verdadeiros acontecimentos, e vem a resposta: "caraiiii"... que quer dizer, pôxa, que coisa fantástica e tal.
A outra palavra é derivada desta. É a junção dela com uma preposição, que formam a "ducarai". É a forma mais fácil de definir satisfação. Sai de férias, vai a Bali e dá tudo certo. Romance, sexo, bebidas e comidas inigualáveis, fortunas ganhas em navios-cassinos e na volta a pergunta "E aí? Como foi?" "Ducarai". Ponto e pronto. Sem dúvidas, sem meias palavras. Vai fazer um concurso público depois de anos de estudo - este exemplo é bom, pode-se usar as duas palavras para respostas opostas - e a pergunta óbvia: "Como estava a prova?" Se a resposta for "ducarai", ela estava fácil, tranquila, deu pra passar. Se for "caraiii", deu zebra, ou, sendo bem contemporâneo, deu merda.
Não sou adepto a muitos modernismos e, para a língua, sou até um pouco antiquado - se bem que do jeito que a coisa anda, daqui uns dias se eu não mudar de sexo vão me chamar de conservador, - mas destas palavras eu gostei. Melhor não pesquisar a origem delas e simplesmente usar.
A que mais gostei foi carai. Na verdade, achei ela ducarai.