.jpg)
Faz 40 anos que fomos à lua. Falamos de um continente ao outro como se os interlocutores estivessem um na sala e outro na cozinha. Temos computadores que processam milhares de informações por segundo e custam pouco. Construímos aeronaves que cortam o planeta com segurança e conforto. Temos carros velozes e econômicos. Extraímos petróleo e gás há vários quilômetros abaixo do solo e ainda mar adentro. Criamos combustível através de plantas (particularmente tenho minhas ressalvas quanto a isso). Produzimos energia com a luz do sol, com a água, com o vento e até com lixo. Partimos o átomo. Criamos antibióticos poderosíssimos. Anestesias. Fabricamos pílulas para acalmar, para agitar, para tirar a dor, para não produzirmos bebês, enfim, para quase tudo. Fazemos transplantes de coração, fígado, pulmão, face... E estamos morrendo de gripe.
Algum tempo atrás, escrevi a respeito lembrando que o senhor ministro da saúde (não me canso de repetir, aquele que não opinou sobre uma questão de saúde pública por ter levado um "pito" da mamãezinha) convocou uma coletiva para repetir inúmeras vezes que não havia motivo para pânico. Escrevi porque achei engraçado. Pensei que se acontecesse o contrário, qual seria a postura do honroso ministro: viria a público para afirmar "há motivo para pânico"? Lembro da entrevista e foi dito com todas as letras que a população deveria continuar levando a vida normalmente. Terminei o texto com a pergunta "prevenir não seria mais sensato?"
Hoje, os casos passam de 179 mil e morreram por volta de 60 pessoas só no Brasil. As aulas estão sendo postergadas e os cultos e missas não. Eu acredito que não há motivo para pânico mesmo, mas não há algo estranho no ar, além do vírus?
Toda nossa tecnologia, nosso conhecimento. Todo o desenvolvimento da medicina e morremos gripados. Não seria melhor prevenir e evitar todas as aglomerações? Será que Deus não pode esperar para que fiquem orando para ele? Os mesmos governantes que se apressaram em aumentar as férias escolares não veem as aglomerações nos templos lotados? Ou os crentes e carolas são imunes a gripe?
Não sei, não sei. Tem coelho neste mato. Mais: porque esta atenção toda se tal gripe mata o mesmo que a comum, em torno de 0,5%? Eu acredito que mesmo se esse percentual fosse ínfimo, a melhor atitude seria ainda a prevenção, inclusive se atingisse a conta bancária do Edir Macedo.
São ações que se chocam. Frontalmente. Ora, o custo do adiamento de aulas é enorme, socialmente, pedagogicamente e economicamente. Nossos governantes assumem a responsabilidade - o que é de admirar - e tomam a atitude. Mas deixam de lado as igrejas. Não só elas, mas os cinemas, teatros e todo o resto. Se levarmos em consideração que boa parte de nossas crianças se alimentam na escola, creio que seja mais sensato (já que pelo jeito há opção) fechar todo o resto e permitir a volta aos colégios.
Esse seguramente é o post mais confuso e sem posição que produzi. Talvez por que seja assim que vejo os últimos fatos. Repito: tem algo estranho no ar!
Não quero morrer de gripe. A propósito, não quero morrer. Não sem antes conhecer a mamãezinha do nosso ministro, afinal, ela deve conduzir a política de saúde pública do país.
Atchim!
.jpg)

.jpg)



