
Inveja

Vida, excelente boa vida!

Comentários
Fico muito feliz e de certo posso ter me mostrado confuso aqui, mas é o gostoso (não somente isso) da tua escrita: o fato de saber e fingir não saber das realidades todas. Risos.
E o que me deixa mais feliz é que tive o prazer de e a honra de conhecer o Beto Canales, tomar chopp e comer pastel com esse cara que me fez sentir mais prazer em ler.
Grande abraço perfumado meu amigo,
e um muito obrigado por sua LITERATURA.
Plínio Gomes
Os contos são bárbaros, o livro FANTÁSTICO.
Com carinho de sua mais nova leitora assídua,
Natalye Alves.
Faço questão de dar meu testemunho. O livro é realmente muito bom.
Fica aqui meus parabéns, e indicação a todos aqueles que prezam por ler trabalhos de altíssima qualidade.
Beto Canales ganhou um fã! Fico no aguardo pelos próximos trabalhos!
em suas mais variadas formas. Os contextos variados desfilam
personagens fortes, em vivências sempre intensas, que vão da alegria
das pequenas escolhas ao desespero do sofrimento que leva à morte. É
uma leitura que me fez pensar e repensar, me colocou frente a frente
com alguns melindres existenciais... como a fragilidade da vida, a
superficialidade das relações, as marcas psíquicas que delimitam
nossas escolhas. Excelente obra!
Karen Scopel
Algumas eu já havia lido. Mas outras são bárbaras.
Parabéns.
Cisticerco
Resenha 1
A vida que não vivi, livro escrito por Beto Canales, é um retrato de ironias e verdades. O escritor que, modestamente, se diz aprendiz da literatura, percorre toda a moderna idade e traz à tona efeitos que cobrem o leitor de um sentimento bruto de que a vida não pode permanecer às escondidas. O tipo de literatura que o escritor Beto Canales desenvolve em seu trabalho pode e deve ser comparada aos vários escritores contemporâneos que pouco fazem uso de eufemismos e figuras de linguagem e conseguem, na primeira leitura, trazer ao leitor, o que o mundo tanto fala. Que é o começo de uma sociedade baseada em valores corrompidos por toda evolução da qual vivemos.
Beto Canales encara a realidade em textos muito bem desenvolvidos e, literatos poderiam analisar seu trabalho e dizer da genial linearidade dos contos presentes em A vida que não vivi. São contos bem montados, personagens que são detalhados não através de descrições simplistas, mas sim, através do próprio enredo em que a história se desenvolve. Mostrar a cara de quem fala em um conto é um trabalho árduo e Beto Canales faz isso de maneira que um leitor percebe, de antemão, que está lendo um escritor que conhece recursos de criação e ainda exibe seu talento. Como exemplo desse eficaz desenvolver de personagens fortes, o conto Efeito Prisma, recebe o leitor da seguinte forma:
“— Mãos ao alto!
— Calma, Parceiro.
O que foi que eu fiz? Sempre fui um cara do bem, e agora fiz isso? Será que enlouqueci? Mãos ao alto! Eu disse realmente isso? E se o coitado não levantasse as mãos? Eu o mataria? Chegou cedo a minha loucura. Só um maluco faz isso. E meu raciocínio é simples: não sou ladrão, portanto, enlouqueci. E se me prendessem? Sei lá, alguém chegasse de surpresa? Já imagino: Javier, preso por assalto! Eu num presídio? A coisa mais inamistosa que faço é explicar que meu nome deve ser pronunciado com erre, Ravier, e não como se escreve, Javier.”
O personagem se questiona, dialoga com quem o lê, passa a existir através de suas questões existenciais. Logo, o escritor desenvolve o texto trazendo não somente o homem arquétipo de uma sociedade violada pelo crime e por muitos tipos de corrupção. Beto Canales traz o homem comum; aquele que freqüenta bares e lê jornais, mães que sofrem silenciosamente por seus filhos que se perdem no caminho das drogas, mulheres simples, de vida pobre, que vendem seu corpo em busca de uma sobrevivência e muitos outros conflitos que geram reações existenciais e irônicas, por assim dizer. Assim como nos livros de Rubem Fonseca, que fazem aflorar nervos por serem tão contagiosos e sedimentados em uma ironia que está presente em cada dia que vivemos, A vida que não vivi gera sentimentos que fazem o leitor ficar certo de que tal mundo não está somente em jornais ou exibido na TV. É aquilo que tentamos não enxergar porque choca e não traz a realidade, tão docemente descrita em livros que a formulam de forma fantástica, baseada em efeitos especiais e personagens heróicos. O escritor Beto Canales não reformula a vida em seu livro. Ele a demonstra. Como fora escrito por Zélia Palmeira em um de seus contos, e aqui eu tomo a liberdade de parafrasear o pensamento da escritora, “Beto Canales não fala; Ele diz!”. E está feito um livro que serve de visão aos que buscam literatura que entretém e reafirma o mundo como sendo um lugar de pessoas de verdade, conflituosas, perfeitas em toda a extensão de suas perversões, e que buscam viver da forma que a vida lhes surge. A vida que não vivi é um livro de verdades.
Letícia Palmeira
Porque, onde e como comprar
Orelha
Não é por acaso que o conto que dá título ao livro, inicia com a frase“creio que estava sentado meio de lado e não vi a vida passar”. Soterrados por uma época onde ter é mais do que ser, o risco é passarmos a existência perdendo oportunidades, lembrando, só na hora da morte, o que se deixou de usufruir.
Muito já se falou no artista como ‘antena da raça’. O autor de ‘A vida que não vivi’ merece essa denominação: captou e nos retrata a tragédia moderna de criar, todo santo dia, uma sinistra oportunidade para a destruição da alma. Talvez a redenção se encontre na personagem de ‘Paloma’: sua vida não está à venda, apenas seu corpo. É muito tocante a imagem dessa mulher — Bartleby redivivo — que consegue recusar a aparência.
No final da leitura, só podemos agradecer a Beto Canales: bom não teres vivido essas vidas. Excelente o fato de pensares, teres te mantido íntegro e em condições de elaborar os contos deste livro. Oxalá sejamos merecedores de tal oferenda."
Juarez Guedes Cruz
Beto Canales e tudo o que não vivemos
Cada escolha que fazemos implica a renúncia de outras centenas de opções.
Cada vez que decidimos dar um passo, seja para frente, para o lado ou para trás, abrimos mão de descobrir o que teria acontecido, caso nossa escolha houvesse sido outra.
Deixamos de viver muitas vidas porque só conseguimos viver uma de cada vez.
E enquanto uma vida vai sendo vivida, outras vão sendo esquecidas, não vividas, não sabidas.
Outras vidas vão sendo deixadas para trás, sem que tenhamos a chance de recuperá-las um dia.
É muita vida por minuto.
A vida que não vivi, livro de estréia do escritor gaúcho Beto Canales, é sobre vidas - vividas e não vividas.
Vidas assumidas e vidas escondidas, vidas boas e vidas ruins, vidas santas e vidas profanas, vidas limpas e vidas sujas.
São 18 contos que retratam com minúcia e certo despudor a existência de vidas paralelas à nossa; vidas tão cruelmente verdadeiras que te obrigam a suspirar e retomar o fôlego ante cada história que se inicia.
Beto fala da vida dos pensamentos frios e impassíveis da família de um defunto que parece sorrir no caixão. Da vida entrelaçada de um favelado, um padre e um ateu. Da vida que permeia uma decisão de justiça equivocada, e da vida perversa de um político e seu subordinado com nome cachorro.
Fala também da vida da prostituta que não está a venda; da vida que revira os anseios de um grupo de ribeirinhas, e da vida de um garoto e o reencontro com seu torturador, que estava agora velho ’cego, surdo, casado com uma pessoa deformada pela gordura e com um filho ladrão’.
Tem vidas pra caramba no livro.
E boas sacadas, daquelas que a gente sublinha com a caneta para poder reler mais tarde: “os segundos parecem vagões pesados e inertes”, “os meninos, cabisbaixos, tinham elefantes nas pálpebras”.
E por aí só vai.
Beto alcançou a medida exata da narrativa que prende e envolve, sem truques nem ganchos ordinários, e seus personagens são tão autênticos, e acabam se aproximando tanto do leitor que, lá pelas tantas, começa até a incomodar.
Segundo o próprio autor, seu controle sobre a vida de seus personagens é relativa:
- Eles aparecem do nada e sentam ao meu lado.
O que explica a legitimidade de suas múltiplas personalidades, semelhantes a de pessoas que conhecemos, convivemos, quiçá pessoas que vivem dentro de nós.
Vidas que Beto não viveu, e que eu também não vivi, assim como você, e o João e a Maria.
Vidas não vividas - pelo menos não publicamente.
E este é apenas mais um motivo sobre porque eu acho que você deve ler o livro do Beto Canales.
Para descobrir o que poderia ter acontecido, se daquela vez você houvesse tomado outra decisão.
Jana Lauxen
A Vida Que Não Vivi

Não é por acaso que o conto que dá título ao livro, inicia com a frase “creio que estava sentado meio de lado e não vi a vida passar”. Soterrados por uma época onde ter é mais do que ser, o risco é passarmos a existência perdendo oportunidades, lembrando, só na hora da morte, o que se deixou de usufruir.
Muito já se falou no artista como ‘antena da raça’. O autor de ‘A vida que não vivi’ merece essa denominação: captou e nos retrata a tragédia moderna de criar, todo santo dia, uma sinistra oportunidade para a destruição da alma. Talvez a redenção se encontre na personagem de ‘Paloma’: sua vida não está à venda, apenas seu corpo. É muito tocante a imagem dessa mulher — Bartleby redivivo — que consegue recusar a aparência.
No final da leitura, só podemos agradecer a Beto Canales: bom não teres vivido essas vidas. Excelente o fato de pensares, teres te mantido íntegro e em condições de elaborar os contos deste livro. Oxalá sejamos merecedores de tal oferenda."
Guerra?
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Lançamento

Ele desperta. Com o rápido vibrar de uma faca, com o pragmatismo de um revólver ou mesmo com o lento e prazeroso repuxar de uma corda, ele dá vazão aos seus instintos e busca concretizar seus impuros - ou puros, algumas vezes - desígnios. Sabe que deve ser mais inteligente que o mais inteligente investigador, para manter encoberto seu ato. O sangue o desperta. Em mundos sombrios que põe a prova a razão humana, ele segue a trilha do mais perigoso e cruel predador existente. Muitas vezes, a linha divisória entre caçador e presa torna-se tênue. Ele tem ciência, entretanto, que deve ser mais inteligente que o mais inteligente dos assassinos para fazê-los pagar por seus crimes e evitar novas mortes – talvez, a sua própria.
Em um palco, eles lutam. Em tramas repletas de reviravoltas, se confundem. Às vezes, se unem. Podem, até, se perdoar. Mas, não importa em qual situação, se completam. Você está desafiado a acompanhar estes duelos, a desvendar estas tramas, a perder-se nos rios sinuosos e ilusórios da literatura policial, onde nada é o que parece – ou não. Puxe uma cadeira, prepare-se para o inusitado e acomode-se. O show já vai começar. No Beco do Crime.
O que: lançamento da coletânea de contos policiais Beco do Crime.
Quando: dia 19 de setembro, às 17horas.
Risos
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